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Petiscos, das 13 pessoas do PetcomArquivo para Fraudes
E a Fraude, cadê?

Em tempos de Fraude # 7, passamos a fraudar práticas de assessoria e voltamos a atualizar o blog da revista Fraude. Confira novidades sobre a redação, fraudes da semana e, quem sabe, até mesmo dicas sobre as matérias da próxima Fraude.
E pra começar, confira as primeiras novidades sobre a etapa final de produção da revista!
Eles cresceram! – A vez da Luluzinha

Depois do estirão da Turma da Mônica Jovem, é a vez da Turma da Luluzinha. Reproduzo abaixo texto do Blog dos Quadrinhos:
“Depois da Turma da Mônica Jovem, mais uma personagem das histórias em quadrinhos infantis chega a adolescência. É a Luluzinha que, a partir do mês de junho, estará nas bancas como “Luluzinha Teen e sua Turma”.
Como acontece com a turma do Maurício de Sousa, as histórias com a versão adolescente de Luluzinha também serão publicadas em estilo mangá. A personagem será lançada pela Pixel, um dos selos editoriais da Ediouro, e será produzida por autores nacionais.
Na nova versão, Luluzinha terá em torno de 15 anos. Ficará esbelta e manterá parte dos cachinhos, uma das marcas da personagem norte-americana. Bolinha por sua vez ficará magro. As histórias serão contadas em capítulos, tal qual ocorre nos mangás. A cantora Pitty faz uma participação especial na edição de estreia.
A Pixel tinha como carro-chefe as revistas da linha adulta da norte-americana DC Comics. A editora carioca rompeu o contrato neste ano e não lança nada desde janeiro. A ideia se assemelha muito ao projeto “Turma da Mônica Jovem”, feito pelos Estúdios Mauricio de Sousa, e não é difícil saber o porquê. Desde que foi lançada, a revista com a versão adolescente de Mônica, Cebolinha e companhia tem tido boa repercussão, tanto na mídia como de vendas.
Luluzinha estreou no Brasil em revista própria, publicada pela editora de O Cruzeiro no fim da década de 1950. Mas muitos leitores ainda a veem como personagem da Abril. A editora paulista publicou por anos a revista da personagem de vestido vermelho. O título foi cancelado na primeira metade da década de 1990.
Em 2006, a Devir “ressuscitou” a personagem. A editora republicou as primeiras histórias dela feitas por John Stanley a partir de 1945, dez anos depois da criação dela. A Devir lançou desde então seis álbuns e programa mais dois para este ano. Segundo a editora, os direitos de publicação estão mantidos, mesmo com a entrada da Ediouro.”
Luluzinha versão teen
A Turma da Luluzinha Jovem irá de confronto direto com a Turma da Mônica Jovem, já que atinge o mesmo público. Para ver resenhas da Turma da Mônica Jovem, clique nos links:
http://roteirizandohq.wordpress.com/2009/03/25/artigo-de-analise-da-turma-da-monica-jovem/
Fotos do lançamento – Fraude #6
Veja, abaixo, fotos do lançamento da sexta edição da revista Fraude, que aconteceu no Balcão Botequim (Rio Vermelho), no dia 28 de novembro. A festa contou com a participação especial da banda Os Mizeravão, e teve cobertura do programa Soterópolis da TVE Bahia.
Desde 2004, ano em que foi criada, a revista Fraude é diagramada, produzida e escrita pelos bolsistas do grupo Petcom – UFBA.
Capa da Fraude #6. Foto: Wendell Wagner
Grupo Petcom
Os convidados aproveitaram o início da festa para conferir a nova edição da revista
Estudantes da UFBA se reuniram para prestigiar mais uma festa de lançamento da Fraude
A banda Os Mizeravão fez o bar tremer com seu Rock n’ Roll apimentado
Mais uma Fraude!
Confira mais fotos do lançamento -
Visite o blog da Fraude -
www.revistafraude.blogspot.com
Onde comprar a Fraude:
* RV – Cultura e Arte
Tel. (71) 3347-4929
R. Barro Vermelho Espaço Maria Alice nº. 32, no Rio Vermelho – Salvador/ BA
http://rvculturaearte.wordpress.com/
* Petcom – UFBA
Tel. (71) 3283 6186
E-mail: macaquicha@gmail.com
Em breve, informações sobre os pontos de venda.
Sim, eu sou uma fraude.
Costumava pensar que era preguiça. Preguiça de postar. Ter de configurar coisinhas, parar para arrumar o texto, colocar imagens, vídeos e outros frufrus para atrair a atenção e deixar tudo mais interessante. Mas me dei conta de que publicar através da ferramenta “blog” (spot, wordpress, whatever) não é nada trabalhoso. Qual seria então o meu problema?
Fiquei a indagar sobre isso. Quem manda se perguntar demais, refletir demais? Foi assim que tudo se desfez. Foi assim que me dei conta. O problema não é o blog. Eu não gosto é de escrever. Não sei mais escrever. Será que soube algum dia?
Quem se importa? Nem quero pensar muito mais sobre isso. Tenho outras questões a me incomodar no momento. As pessoas não estudam jornalismo porque gostam de escrever? Essa alternativa não é a que mais chutam quando perguntam “porque você escolheu este curso” ? E agora, o que eu vou dizer? Que quero ser a Fátima Bernardes, mas que me contento com a Rosana Jatobá?
Bem, tudo o que posso falar agora é:
“Olha, com licença, estou de saída para a terapia.”
por Alana Camara
Alan Sokal e a pós-moderna crítica à pós-modernidade
Em 1996 o renomado físico marxista estadunidense Alan Sokal escreveu para a Social Text, famosa revista acadêmica alinhada com os Estudos Culturais (ou o que quer que se chame de Estudos Culturais numa perspectiva dos Estados Unidos) um texto criticando os “cânones da matemática burguesa” e apresentando a teoria da relatividade de Einstein como uma teoria libertária, na qual a própria idéia (clássica na física) de “constante” é derrubada.
O texto, com 41 páginas (só 12 de texto, o resto de notas e referências bibliográficas) foi submetido à avaliação dos editores da revista e, por fim, publicado. O problema começou quando Socal publicou, na revista Lingua Franca um pós-escrito que dizia ser seu texto anterior um amontoado de bobagens sem sentido, mas com referências bibliográficas reais. Sokal, dizendo-se preocupado com os rumos pós-modernos que parte da esquerda norte-americana estava tomando, com o relativismo que se espalha(va) pelo pensamento acadêmico, escreveu no seu pós-escrito que chegou a apelar para a autoridade ao invés da lógica e confundir propositalmente termos conceituais com seus usos vulgares na língua inglesa. A Social Text publicou um texto afirmando que não era pelo fato de Sokal não concordar com o seu próprio texto que ele perdia a sua validade.
A questão é que a crítica de Sokal foi, ela mesma, demasiado pós-moderna. Afinal, ao invés de uma crítica pela lógica e pela retórica, ele optou por uma crítica pela estética e pelo estilo. Sokal não argumenta contra a pós-modernidade, mas ao contrário, pós-modernamente a parodia. Já a Social Text, esta parece demasiado sem graça e moderna, como um acadêmico senil, ao publicar um texto apelando para a lógica e a ética ao responder a Sokal.
Por: João Araújo