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Petiscos, das 13 pessoas do PetcomArquivo para Cultura
Outro tipo de estratégia
Ontem, em uma das reuniões do Petcom, recebemos a visita de Eduardo Freire, coordenador do curso de jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor), para nos falar um pouco sobre design de revistas. Além de coordenar o curso, Freire colabora com os diagramadores da Revista A Ponte, publicação laboratorial do Laboratório de Jornalismo da instituição. Algumas edições da revista estão no Issuu e podem ser vistas clicando aqui.
Porém, o que me chamou mais atenção foi a #5 Magazine, produzida para o site oficial do zagueiro Rio Ferdinand, titular do Manchester United e da seleção inglesa. A revista ainda está na sua segunda edição e conta com matérias sobre comportamento, artes, moda e esportes. É a primeira do tipo e um verdadeiro show de design gráfico e de hipertextualidade: quem está folheando a edição deve passear por links, vídeos e áudios para desvendar todo o conteúdo da magazine.
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Ferdinand: zagueiro e homem de negócios
Eu, que escrevo sobre futebol italiano no QuattroTratti, creio que a iniciativa pode ser interpretada como uma metáfora para a diferença do futebol inglês para o do resto do mundo. Na Revista Trivela de julho, saiu uma matéria que trazia um ranking com o faturamento anual dos clubes europeus. Entre os dez primeiros, os grandes clubes ingleses detinham uma vantagem enorme em relação aos clubes dos outros países fortes no esporte, como os espanhóis e os italianos.
O principal motivo para tanta diferença era simples: ações de marketing. Enquanto os clubes da Espanha e da Itália parecem ter dificuldade em gerar lucros com seus estádios e com valorizados contratos de patrocínio, os ingleses ampliam cada vez mais a já larga vantagem. Só para ilustrar, alguns sites de clubes italianos ainda publicam notícias em arquivos PDF e quase não tem links, enquanto boa parte dos sites dos clubes ingleses da Premier League mostram uma preocupação com o design (em geral, bastante clean) e com os elementos multimídia. Parece que cada vez mais a o uso de novas linguagens e ferramentas da web são parte das ações dos clubes e jogadores ingleses: elementos como a revista produzida por Ferdinand são mais um indicativo de que eles já vislumbram outros horizontes.
Visconti: Décadence avec Élégance

Juntamente com Audrey Hepburn, chocolate ao leite, Carlos Drummond de Andrade e as bolsas do Marc Jacobs, o cineasta italiano Luchino Visconti (1906-1976) é uma das minhas paixões.
Nascido em uma família nobre de Milão, o conde Luchino Visconti di Modrone dirigiu vinte longas – além de montagens de ópera no teatro – foi figurinista e amigo de Coco Chanel, assistente de direção de Jean Renoir e trabalhou com a diva Maria Callas.
Um de seus filmes mais conhecidos é “O Leopardo” (Il Gattopardo, 1963). Baseado no romance homônimo de Giuseppe Tomaso di Lampedusa, o filme narra a história do príncipe siciliano Dom Fabrizio di Salina, interpretado por Burt Lancaster, durante as lutas pela unificação da Itália. Mais do que a história do príncipe, porém, “O Leopardo” é uma crônica sobre a decadência da nobreza italiana – tema aliás recorrente na filmografia de Visconti, que soube como ninguém narrar o fim de sua própria classe com litros de finesse. Seus filmes ficaram conhecidos pela direção de arte primorosa e meticulosa reconstituição de época, essenciais para mergulhar o espectador no mundo luxuoso da aristocracia da segunda metade do século XIX.
Para uma amostra do resultado, take a look na cena em que Burt Lancaster dança com Claudia Cardinale uma valsa de Verdi. Coisa fina é pouco!
Cena de “O Leopardo”
Por: Carolina Guimarães
Finalmente Audrey!

Percebi de repente que embora eu só fale de filmes por aqui, nunca tinha mencionado minha atriz preferida, a linda-chique-e-talentosa Audrey Hepburn.
Sua estréia como protagonista foi com o filme A princesa e o plebeu (Roman Holiday, 1953) no qual interpretava uma princesa, cansada da vida de realeza, que resolve passar um dia incógnita nas ruas de Roma. Audrey foi premiada com o Oscar pelo papel.
Seu filme mais conhecido porém, talvez seja Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961), adaptado da obra de Truman Capote. Nele, Audrey interpreta a garota de programa Holly.
A essas alturas até quem não viu o filme deve conhecer a famosa seguencia de abertura, na qual a fofa, vestida de Givenchy da cabeça aos pés, caminha por Nova York ao amanhecer ao som de Moon River do compositor Henry Mancini. Coisa fina!
Por Carolina Guimarães
The Girlfriend Experience e o #pornday no twitter
Hoje, quinta-feira 7 de maio, é #pornday no twitter. As pessoas que querem participar geralmente colocam fotos de astros e estrelas pornôs nos avatares e twitam sobre sexo, putaraia, sacanagem, ousadia, e afins. Talvez depois eu recolha alguns tweets criativos e poste aqui.
Mas enquanto isso, conheça The Girlfriend Experience, filme dirigido por Steven Soderbergh e protagonizado pela atriz pornô Sasha Grey. O filme foi orçado em (apenas) $ 1,7 milhão, e o diretor pretende lancá-lo ao mesmo tempo nos cinemas, na televisão e em DVD, no dia 22 de maio.
O filme acompanha uma prostituta (Grey) e sua intricada rede de relacionamentos, incluindo namorado, trabalho e clientes. Soderbergh dirigiu Erin Brockovitch e Onze homens e um segredo, entre outros.
Recomendo que assistam ao trailer abaixo. O filme não tem previsão de estreia no Brasil, mas logo dá pra baixar de algum lugar.
Outro vídeo bacana do filme aqui.
por Rodrigo Lessa.
Livro de João Ubaldo é censurado em Portugal – novamente

Se não bastasse, passados os tais 10 anos, após a reedição do livro pelas Edições Nelson de Matos, A Casa dos Budas Ditosos voltou, novamente, a ser censurado pelo grupo Auchan. Segundo a assessoria da empresa, a obra do Prêmio Camões 2008 é considerada um “produto de foro pornográfico”. Enquanto isso, um outro romance do escritor, de título Viva o Povo Brasileiro, está “retido para apreciação”. Se, com o outro, a desculpa para censura era a de pornografia, qual seria a de Viva o Povo Brasileiro? Canibalismo? Excesso de qualidade?
- Algumas reações na blogosfera:
“Gesto tacanho, de imbecilidade necessariamente viril. Tive os melhores orgasmos da minha vida a ler o dito livro”, por Ana de Amsterdam.
“Quando questionado acerca da proibição, o dito responsável considerou uma ‘falta de chá’ a pergunta, não tivesse ele de explicar a inanidade da censura ao Prémio Camões 2008″, por Leonor Barros.
