
Juntamente com Audrey Hepburn, chocolate ao leite, Carlos Drummond de Andrade e as bolsas do Marc Jacobs, o cineasta italiano Luchino Visconti (1906-1976) é uma das minhas paixões.
Nascido em uma família nobre de Milão, o conde Luchino Visconti di Modrone dirigiu vinte longas – além de montagens de ópera no teatro – foi figurinista e amigo de Coco Chanel, assistente de direção de Jean Renoir e trabalhou com a diva Maria Callas.
Um de seus filmes mais conhecidos é “O Leopardo” (Il Gattopardo, 1963). Baseado no romance homônimo de Giuseppe Tomaso di Lampedusa, o filme narra a história do príncipe siciliano Dom Fabrizio di Salina, interpretado por Burt Lancaster, durante as lutas pela unificação da Itália. Mais do que a história do príncipe, porém, “O Leopardo” é uma crônica sobre a decadência da nobreza italiana – tema aliás recorrente na filmografia de Visconti, que soube como ninguém narrar o fim de sua própria classe com litros de finesse. Seus filmes ficaram conhecidos pela direção de arte primorosa e meticulosa reconstituição de época, essenciais para mergulhar o espectador no mundo luxuoso da aristocracia da segunda metade do século XIX.
Para uma amostra do resultado, take a look na cena em que Burt Lancaster dança com Claudia Cardinale uma valsa de Verdi. Coisa fina é pouco!
Cena de “O Leopardo”
Por: Carolina Guimarães