“Apreensão de cocaína é a maior do ano no Rio,
diz polícia
Operação apreendeu 172 quilos de cocaína e 1.422 munições para fuzil.
Segundo secretário, Bope deu prejuízo de mais de R$ 1 milhão ao tráfico.
Aluizio Freire Do G1, no Rio
O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou que a apreensão de 172 quilos de cocaína realizada nesta quarta-feira (14), no Morro de São Carlos, no Estácio, no Centro do Rio, foi a maior deste ano. Inicialmente, a polícia havia estimado a quantidade em 100 kg, mas, após a pesagem da droga, chegou a um número ainda maior.
Do total, 36 quilos da droga eram de pasta-base, ou seja, para ser refinada e multiplicada em pelo menos cinco vezes a quantidade. Ele disse que o tráfico levou um grande golpe e o prejuízo pode ter sido acima de R$ 1 milhão.
Beltrame participou da apresentação no Batalhão de Policiamento de Choque, para onde a droga foi levada. Na operação, que começou por volta das 10h, também foram apreendidos 1.422 munições (541 para calibre 762 e 881 para 556, usadas em fuzis AR-15 e M-16).
Dois homens mortos
Na ação, houve troca de tiros e dois homens, que segundo a polícia eram traficantes, foram mortos no acesso ao Morro do Fogueteiro. Com eles, a polícia disse ter apreendido um revólver calibre 38 e uma pistola 9mm.
De acordo com cálculos da polícia, cada cartucho de munição para fuzil custa R$ 12. Cada quilo da pasta-base está avaliado em R$ 15 mil. Ou seja, os 36 quilos apreendidos custariam R$ 540 mil. A apreensão foi feita em uma casa da favela, que estava habitada. No local, também foram encontradas 15 camisetas pretas com as inscrições “Complexo de São Carlos”, “ADA” e “L.L.L”, em referência à facção criminosa que atua na favela, além de outras com imagens do Chucky, personagem do boneco assassino no filme.”
Portal de notícias da Globo – G1
Perceberam o parágrafo de três linhas para falar dos dois homens mortos? Eu sei que é assunto batido, que para falar de recordes os números são realmente importantes. Mas a forma banal com que são tratada as mortes resultantes de confronto com a polícia, entre outras situações, como terremotos na China (cerca de 8.000) ainda me assusta. Os números dão a impressão de distância, são só quantidades sem rosto ou história. Não estou dizendo que devemos sentar pra chorar ao ler cada notícia desse tipo, mas que a vida deveria ter um lugar mais humano nela.
Jéssica P.